30 março 2011
27 março 2011
23 março 2011
agarra-te mexilhão!
O governo demite-se
(Sim, Bruno, tivemos a certeza com os 7 segundos de aplauso ao Teixeira dos Santos!)
Olha, isto deu-me uma ideia...
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.14 - O que é aquilo na ponta do nariz do Jerónimo de Sousa? Parece que ia tirar um macaco mas foi apanhado a meio.
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.17: O jornalista da RTP diz que a Bélgica está no lote de países que está na calha para o Valha-me-Deus do FMI. NÃO ME TOQUEM NA MINHA BÉLGICA QUE EU TIVE MUITO TRABALHO PARA FUGIR PARA AQUI!
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.19: é para isto que o Twiter existe não é? Eu estou registada mas nunca twitei. E saí do Facebook.
Choqueee!
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.22: Isto de só ter RTPi deixa-me com saudades do chavascal das estações privadas. Imagino o regabofe que não vai na TVI e na SIC com as novelas penduradas a meio para ouvir as opiniões (que neste contexto se chamam "análises") de gente que depois aparece na Caras e assim com a palavra cortada pelas sucessivas conferências de imprensa...
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.24: Eu não gosto do Passos Coelho porque ele é político de profissão, porque parece que está sempre a suprimir um sorriso que eu acho que quer dizer ("Suckeeeers!") e porque ele não nos vai poupar. E porque é do mesmo partido do Cavaco (esta nota foi adicionada com o alto patrocínio da Luísa).
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.27: Mas vejam que ele está a prever o futuro e já veio com o fatinho para quando já decrépito for concorrer à presidência do Sporting.
BIORREACTOR AO MINUTO: 21.29: O Guterres não foi o responsável porque a coisa já vinha de longe, mas uma coisa lhe ficamos a dever (além de termos um gajo importante na ONU a fazer alguma coisa de jeito) - a palavra "pântano" e todas as suas derivadas aplicada à situação Portuguesa.
21 março 2011
intelectual pringles
There was recently in Der Spiegel an article over the consequences of the German "green living". I find it painstaking to have to read that biofuels make poor people go hungry and this was right on the first paragraphs, of course. It's a sort of misinformation that feeds itself. It's much harder to mumble about the role of speculation and other abstract factors in rising food prices, while catchy Sesame Street-level illustrations of maize-to-tank versus starving children are much more the gender of the press and all those doubious green blogs. Who else reads peer-review anyway? I wonder if anyone is still discussing it or just gave in to a restfull pointing finger.
Anyway, I agree that eco-friendly policies are not thought through most of the times. I deal with that at work on a daily basis. First they act, then they go check if it was the right option (or sometimes they don't but someone decides to check for them). So it's worth the while to read this article... and then go try to find out if all that is food for tought or just intelectual pringles.
Anyway, I agree that eco-friendly policies are not thought through most of the times. I deal with that at work on a daily basis. First they act, then they go check if it was the right option (or sometimes they don't but someone decides to check for them). So it's worth the while to read this article... and then go try to find out if all that is food for tought or just intelectual pringles.
20 março 2011
Prunus x yedoensis
Bem disse que voltaria ao jardim botânico para ver o fato de primavera desta linda cerejeira. Desta vez não houve relax sob a copa porque o ar zunia de abelhas!
19 março 2011
18 março 2011
bicho do mato
Sou um bocado.
E o meu doutoramento vai envolver muito networking, o que implica reuniões, primeiros contactos, fazer conversa, impingir-me... fora a batolada de conferências e seminários que somos obrigados a dar.
Hoje fiz uma mini apresentação do meu trabalho no projecto KLIMOS. Foi a primeira vez que falei para uma audiência externa, fora das coisinhas da universidade. Estava tão nervosa que sentia o coração a bater nos ouvidos. Este medo do público transforma a plateia num circo de feras, convence-nos de que o nosso esmerado trabalho está cheio de buracos... e de certeza que vamos ter qualquer coisa nos dentes!
Correu bem. No final ainda ouvi que não parecia nada nervosa.
E o meu doutoramento vai envolver muito networking, o que implica reuniões, primeiros contactos, fazer conversa, impingir-me... fora a batolada de conferências e seminários que somos obrigados a dar.
Hoje fiz uma mini apresentação do meu trabalho no projecto KLIMOS. Foi a primeira vez que falei para uma audiência externa, fora das coisinhas da universidade. Estava tão nervosa que sentia o coração a bater nos ouvidos. Este medo do público transforma a plateia num circo de feras, convence-nos de que o nosso esmerado trabalho está cheio de buracos... e de certeza que vamos ter qualquer coisa nos dentes!
Correu bem. No final ainda ouvi que não parecia nada nervosa.
15 março 2011
pão de ló
Para a semana vou ter de ensinar uns estudantes a usar o SimaPro para calcular pegadas de carbono. Pus-me a pensar num produto qualquer para servir de exemplo... Lá achei que um pão de ló bem fofinho e gostoso é simples o suficiente e tem a vantagem de todos os seus componentes figurarem nas bases de dados (excepto o fermento e a raspa de laranja).
Os belgas nem imaginam que pão de ló existe, mas até pode ser que aprendam a fazer bolos a sério!
Mãos à obra:
"250g de farinha, 7 ovos, 150g de acúcar, 10min de batedeira e 20min de forno... Analisar."
Choque.
Um mísero pão de ló emite 1.64 kg de equivalentes de CO2!
Traduzindo: os gases de efeito de estufa emitidos na producão e distribuicão (não tenho cedilhas neste teclado) dos ingredientes do pão de ló e na confeccão do pão de ló lá em casa contribuem para o aquecimento global na mesma medida que 1.64 kg de CO2 o fariam.
E esta é a complexidade de todo o processo que tem de ocorrer para nós pormos um pão de ló em cima da mesa*:
*excluindo a mesa, porque senão não sairíamos daqui!
Concluindo, pensar no potencial de aquecimento global dos bolos tradicionais portugueses é tão prejudicial como pensar que os churrascos são cancerígenos e que os gelados do Santini engordam. Não repito a piada!
Os belgas nem imaginam que pão de ló existe, mas até pode ser que aprendam a fazer bolos a sério!
Mãos à obra:
"250g de farinha, 7 ovos, 150g de acúcar, 10min de batedeira e 20min de forno... Analisar."
Choque.
Um mísero pão de ló emite 1.64 kg de equivalentes de CO2!
Traduzindo: os gases de efeito de estufa emitidos na producão e distribuicão (não tenho cedilhas neste teclado) dos ingredientes do pão de ló e na confeccão do pão de ló lá em casa contribuem para o aquecimento global na mesma medida que 1.64 kg de CO2 o fariam.
E esta é a complexidade de todo o processo que tem de ocorrer para nós pormos um pão de ló em cima da mesa*:
*excluindo a mesa, porque senão não sairíamos daqui!
Concluindo, pensar no potencial de aquecimento global dos bolos tradicionais portugueses é tão prejudicial como pensar que os churrascos são cancerígenos e que os gelados do Santini engordam. Não repito a piada!
14 março 2011
11 março 2011
felicidade
A Red Oak abriu uma loja online!!
FINALMENTE!!
Mesmo a tempo da Primavera e de eu substituir estes jeans que já rompi de tanto usar!
FINALMENTE!!
Mesmo a tempo da Primavera e de eu substituir estes jeans que já rompi de tanto usar!
10 março 2011
productivity
I'm thrilled with my new working station: this fast and compact (and red) Dell laptop running (or rather flying) on Windows 7 and the huuuge flat screen that came with it. No, it's not a Mac but I won't complain. Except for one thing, which is killing me: not having Papers.
07 março 2011
06 março 2011
mais uma carta aberta
Assunto: O Festival da Canção
Exmº Sr. Provedor Paquete de Oliveira,
mas qu'ésta merda men???
Já não via o Festival da Canção para aí desde que a Sara Tavares ganhou, ano até ao qual valeu a pena conhecer as músicas. Este ano - deve ser um síndrome qualquer do emigrante - pus-me a ver aquilo e à terceira música já tinha dado para relembrar porque é que me fiquei pelo Chamar a Música. Ano após ano, o Festival da Canção tem vindo a comprovar que pertence a televisões que têm naperons em cima e estão ladeadas por um quadro do menino a chorar e um vaso branco em forma de caracol com fetos. É desperdiçar dinheiro dos contribuintes e embaraçar-nos a todos.Com tanta música boa que se faz em Portugal, por que é que ano após ano temos de gramar com 12 canções que podiam fazer o genérico duma telenovela barata da TVI cantadas por vozes que pertecem ao nível da Operação Triunfo, essa grande academia de futuras vozes de jingles irritantes de anúncios? E, senhor provedor, PORQUÊ OS REMIXES DA WATERLOO DOS ABBA??
Ainda bem que ganharam os Homens da Luta. Pela sátira ou pela mensagem ou ambos, ao menos eles dizem alguma coisa a alguém.
Com os melhores cumprimentos,
Exmº Sr. Provedor Paquete de Oliveira,
mas qu'ésta merda men???
Já não via o Festival da Canção para aí desde que a Sara Tavares ganhou, ano até ao qual valeu a pena conhecer as músicas. Este ano - deve ser um síndrome qualquer do emigrante - pus-me a ver aquilo e à terceira música já tinha dado para relembrar porque é que me fiquei pelo Chamar a Música. Ano após ano, o Festival da Canção tem vindo a comprovar que pertence a televisões que têm naperons em cima e estão ladeadas por um quadro do menino a chorar e um vaso branco em forma de caracol com fetos. É desperdiçar dinheiro dos contribuintes e embaraçar-nos a todos.Com tanta música boa que se faz em Portugal, por que é que ano após ano temos de gramar com 12 canções que podiam fazer o genérico duma telenovela barata da TVI cantadas por vozes que pertecem ao nível da Operação Triunfo, essa grande academia de futuras vozes de jingles irritantes de anúncios? E, senhor provedor, PORQUÊ OS REMIXES DA WATERLOO DOS ABBA??
Ainda bem que ganharam os Homens da Luta. Pela sátira ou pela mensagem ou ambos, ao menos eles dizem alguma coisa a alguém.
Com os melhores cumprimentos,
05 março 2011
zanneke
O que dizer duma cidade cujo exlíbris é uma estátua feiosa dum puto a mijar? O pessoal de Bruxelas apercebeu-se desta questão embaraçosa e resolveu dar a volta ao assunto com algum humor. Depois da estátua da miúda a mijar, a Jeanneke, alguém se lembrou de instituir o Zanneke - o cão que mija. Sobejamente menosprezado pelas hordes de turistas, sem ninguém que lhe mude a roupa e sem sequer uma aguinha a espirrar contra o pino do passeio, nem sequer é fácil de encontrar! Mas hoje fomos à procura do bicho!
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