27 setembro 2010

estranheza

As fronteiras geopolíticas são artifícios. Na verdade, a única coisa que nos deverá impedir de palmilhar e ocupar um qualquer local do planeta são as nossas especificações técnicas e a respostaa factores como a disponibilidade de oxigénio, de alimento, a temperatura... Mas por algum motivo, ou todos, nos interior das delimitações nacionais e regionais acontece algo ao indíviduo que molda o seu carácter geográfico e, como tal, a sua adequação. Dentro do artifício da fronteira, consolidam-se igualmente bem delimitadas falsas naturezas, ou culturas, que nos condicionam. Cada pessoa é como é, em si mesmo, como os genes contém informação que nos impõe tanta coisa. Mas, tal como para lá da determinação genética existe a determinação epigénetica, o contexto em que crescemos acarreta uma espécie de imprinting que é o que no fundo determina que somos de uma dada nacionalidade ou pertencentes a uma dada região de um país ou do mundo. É por isso que um emigrante nunca encaixa perfeitamente à primeira na sociedade onde está a incluir-se. Às vezes nem passadas décadas. Podemos sentir-nos muito bem onde estamos. Os anfitriões podem ser sociáveis, civilizados, até mesmo falar a mesma língua que nós e serem parecidos com o nosso próprio povo. Mas às vezes falam mais baixo ou muito mais alto. Ou não se cumprimentam da mesma maneira. Ou a comida tem um cheiro diferente. E isso causa uma sensação de incompreensão que assegura um nível basal de "estrangeiridade". Até podemos afirmar que Portugal só é bom para passar férias. E, uma vez lá, passar as férias todas a fazer comparações depreciativas com a nossa nova nação de residência. Mas reconhecemos os comentários que fazemos, uma vez fechada a porta de casa, sobre nos termos esquecido de estender a mão em vez da face para cumprimentar alguém, sobre como eles bebem muito mais e trabalham muito menos horas que nós, sobre a má qualidade do peixe e aquele orgulho ridículo deles numa gastronomia cujo clímax é uma espécie de jardineira a tresandar a paprika. Ou qualquer coisa assim!

24 setembro 2010

zing

Em qualquer blog, fórum ou site de fotografia há threads, posts, secções e dissertações infindáveis sobre camera bags. E justifica-se: até para o hobbyist mais leigo, como eu, é um assunto complicado.
Eu costumava ter uma bolsa toda pipi da Lowepro, mas apercebi-me de que acabava sempre por a enfiar na minha mochila do dia-a-dia, ocupando quase todo o seu interior mais devido ao tamanho da bolsa do que do material fotográfico que continha. Vendi-a e mandei vir do EBay à pechinchada esta coisa de neoprene à prova de água e de choques, que se adapta perfeitamente à máquina e a uma lente (não muito grande, embora também exista um modelo para lentes telezoom). Uma protecção low-profile complementando o saco onde tenho tudo guardado (e que está a ficar apertado). Até mais ver, sou fã!

23 setembro 2010

miró sentimental


foi nisto que deu a primeira ida ao jardim da 60 2.8 micro...

21 setembro 2010

terug

Já ficaram para lá do rasto do avião os últimos dias em Portugal em que, entre coisas coisas, me despedi do emprego com grande alívio, comi sardinhas, apanhei ventinho do Guincho e madruguei para a fila da Segurança Social. Também enchi morosamente quatro malas com tudo aquilo de que me esqueci. Agora, de cozinha recheada, casa limpa e trouxa repousando no roupeiro, só queria não estar tão exausta para conseguir saborear o momento...
Além de acabar uns papers e preparar mais um concurso a bolsa de doutoramento, o plano para os próximos meses é:
Para mais, perder uns quilitos com desporto e regressar à fotografia. É mais do que suficiente para preencher o regresso a Leuven.

12 setembro 2010

fráguas d'água alta

e a minha tentativa de fazer cenas fixes com cascatas

fora do mapa

passei um fim-de-semana com vista...


espinhos

A amora mais rechonchuda e que mais nos atiça o apetite é sempre a que está na ponta mais distante do silvado.

10 setembro 2010

vidro

Saiu do saco a Nikkor AF 50 f/1.8 D. (snif!) Entram novas experiências:

AF-S DX NIKKOR 35mm f/1.8G
AF Micro-NIKKOR 60mm f/2.8D em segunda mão.
Aguardo ansiosamente pela sua chegada!
Alguém quer uma muito prática e em bom estado Sigma 18-125 f/3.5-5.6 DC por 120€?

lightroom 3

Experimentei o Aperture, mas tive preguiça e comecei a usar o iPhoto. Claro que acabei por voltar ao bom

09 setembro 2010

tralha motivacional III

Wouter says.

(from the wall over my desk)

reflexões dos fundilhos

No outro dia estava eu a dobrar em série roupa interior lavada, quando me apercebi duma coisa: aqueles lacinhos que muitas vezes as cuecas de algodão têm à frente obecedem estritamente a uma ou duas fisionomias apenas. Ou seja, seja qual for a marca, cor, % de algodão ou formato da cueca, só encontrei (salvo duas ou três excepções) uns dois formatos de laçarote. Será que no mundo há apenas duas fábricas de laços de cuecas (ou de máquinas de fazer laços de cuecas) que detém o monopólio da roupa interior feminina? É a isto que chegou a globalização?

mudar de vida

- Que fixe! Daqui a 15 dias bazamos as duas daqui!
- Eu vou para a outra ponta do campus!
- Eu vou para a outra ponta da escala socioeconómica da União Europeia!
... - Vaca.

Uma homenagem à moça que foi a minha colega durante o último ano.

08 setembro 2010

the absence of progress

Endeavoring in Portugal is a path full of surprises! You never know the incredibly stupid things that will come in the way of you trying to make something work.

07 setembro 2010

faut-il bien que l'on s'aime et que l'on aime la vie

A minha querida amiga Patrícia casou-se este fim-de-semana. Fiquei insuportavelmente babosa e nostálgica, estado que durou desde a troca de votos até ter arrastado para casa às 5.30 da manhã o meu corpo exausto de tanto dançar. Para agravar, bebi bom vinho e descobri que gosto de cigarrilhas Café Creme. E apanhei o bouquet. E a La Bohéme do Aznavour não me sai da cabeça.

06 setembro 2010

the kids don't stand a chance

Pelos vistos, já no tempo dos egípcios as pessoas imputavam às gerações mais novas vaticínios obscuros sobre o que elas fariam quando tivessem o futuro nas mãos. Há milhares que anos que o mundo está prestes a sucumbir à imoralidade e preguiça da juventude. E se há coisa que me entristece é que ver que os mais velhos abanam a cabeça à minha geração não com consternação indignada, mas sim com alguma pena. Devemos ser a primeira geração desde a Segunda Guerra Mundial que foi anulada pelas circunstâncias. Não há nada para revolucionar, não há lemas, não há almejo de coisas brilhantes. Já percebemos que nos fizemos adultos na altura errada. Encolhendo os ombros ou arregaçando as mangas, provavelmente só nos resta deixar o tempo passar.

03 setembro 2010

(no comment)


na revista cor-de-rosa do Correio da Manhã

palintest

na linha

esperas

Já submeti o projecto para a bolsa de doutoramento. Uma velinha por dia, nem sei o bem que me faria. E ainda faltam muitos dias para sairem os resultados!

Depois de umas férias que não foram férias, chegando esgotada a Setembro, vou ao menos apreciar a curta contagem decrescente para voltar (quiça de vez) para...