09 novembro 2011

mudar change

Não voltes aqui.          Don´t come back here.
O novo endereço é      The new address is

crumble de bacalhau fresco

Um prato em camadas.

1. Esparregado: Cozem-se os espinafres em água e sal e escorrem-se mais ou menos. Numa frigideira, doura-se alho bem picadinho em azeite e junta-se os espinafres e envolve-se tudo bem. Vai-se juntando farinha de milho e mexendo e provando até ganhar a consistência que mais agradar. Tira-se o esparregado e guarda-se quentinho.

2. Peixe: Põem-se então os filetes (previamente temperados com sal, pimenta e limâo) na frigideira e deixa-se cozinhar. Não demora muito tempo, senão ficam secos. (Nem chegam a dourar.) Tiram-se e guardam-se quentinhos.

3. Crumble: Na mesma frigideira junta-se mais azeite e salsa e cebolinho bem picados. Quando estiverem a fritar deita-se pão ralado e deixa-se alourar um pouco misturando tudo.

Serve-se colocando os filetes em cima do esparregado e cobertos com o crumble. Acompanha-se de batatinhas cozidas com pele.

ervas update

Habemus menta!

Um pézinho que roubei da mintuccia da Luna finalmente começou a crescer. (Não faço ideia qual é a espécie...) É uma erva lindíssima e muito útil e muito mais versátil que a menta de folha grande ou a hortelã. Fica óptima com morangos, com legumes salteados e em molhos de tomate.

Comecei também a cultivar uma salva, que não parece estar a curtir muito a nova casa, e cebolinho.

Tinha uma nova campanha de rúcula a começar a dar que foi atacada por uns piolhos brancos e morreu toda... Espero que aquilo não se espalhe para as aromáticas...

stoofvlees falhado

Tentei fazer stoofvlees, ou seja, o estufado de vaca típico aqui da Bélgica. Mas a começar no facto de não ter carne de vaca e a terminar no de não ter a receita certa (inspirei-me nesta), saiu uma coisa completamente falhada. Mas deliciosa!

 ~ como não fazer estufado belga ~


Num prato fundo, misturam-se duas colheres de sopa de farinha de trigo com sal grosso, pimenta preta e cominhos em pó. Seca-se os pedaços de carne de borrego (ou vaca) com papel de cozinha e passa-se cada um em farinha. Num tacho, aquece-se azeite e põe-se a carne a dourar dum lado e outro. Tira-se a carne e guarda-se por perto do lume para não arrefecer.

Ao tacho, junta-se uma cebola pequena picada e pedaços de aipo (um punhado de cubinhos). Covém assegurar que há ainda azeite suficiente no fundo. Quando a cebola estiver refogada, junta-se o que sobrou da farinha e mexe-se até alourar. Junta-se uma colher de sopa de polpa de tomate e envolve-se bem. Devolve-se então a carne à panela e rega-se com cerveja preta (Westmalle trappiste, por exemplo - nada de Guiness, é demasiado amarga!) mas sem alagar completamente. Junta-se louro, meio caldo de carne, uma colher de chá de açúcar e deixa-se levantar fervura. 

Deita-se tudo numa panela de barro tapada (ou tabuleiro com papel de alumínio em cima, à falta de melhor) e vai ao forno médio durante pelo menos meia hora. Quando estiver quase, destapa-se e cobre-se com fatias de pão torrado com emmental (ou mozarella ralado) em cima. Deixa-se o queijo gratinar. Acompanha-se de batata frita.

08 novembro 2011

on the 1%

"...The very rich are often described as wealth creators. But they have preyed on the earth's natural wealth and their workers' labour and creativity, impoverishing both people and planet. Now they have almost bankrupted us. The wealth creators of neoliberal mythology are some of the most effective wealth destroyers the world has ever seen...."

George Monbiot the Guardian
Vale a pena ler, acho eu...

07 novembro 2011

04 novembro 2011

03 novembro 2011

owning it



de volta da Irlanda com novidades musicais lá da ilha... e não consigo parar de cantar! (notem-se os recortes de jornal naquela parede no vídeo)

28 outubro 2011

como assim


FICAR COM PORTUGAL??
Como se os reis de Castela tivessem ido ao supermercado, comprado Tide e, depois de algumas máquinas com roupa bastante suja, percebido que mais valia terem trazido o Ariel??

(não deixa de ter piada como o Síndrome da Padeira ainda persiste e alimenta algumas postas em blogs e café sempre que um espanhol manda um bitaite mais possesivo ou paternalista)

25 outubro 2011

mumbling over blogging

I think I'll migrate to Wordpress... Updates shall come.

24 outubro 2011

honest, naive, insecure, passionate

Antes bastassem quatro, mas pronto. E tu?
Isto é completamente aleatório ou há alguma relação entre a nossa personalidade e a zona da cara para onde olhamos ou a direcção em que procuramos as palavras?

sombra de olhos

à prova de totó*


(Obrigado, Kruidvat, pelas promoções na maquilhagem este fim-de-semana!)

*eu

20 outubro 2011

wishful thinking

Num fim dum artigo no site do DN deparei-me nisto:


Pensei logo: "Olha, queres ver que o jornalista foi honesto?"
Mas não. Era só um link para uma versão resumida do mesmo artigo.

19 outubro 2011

equinidade, perdão, equidade fiscal

Eu cá acho que o sr. Presidente da República deveria tirar elações do que se está a passar hoje na comunicação social. Estamos há quase 15minutos a ver no telejornal os comentários e recomentários de todos os quadrantes da sociedade ao bitaite que ele mandou sobre a equidade fiscal do OE. Tanta comoção é rara. E porquê? Porque os bitaites não costumam ser pertinentes.

homework II

arrefece na paragem do autocarro


18 outubro 2011

crónica das recordações

Não me lembro bem de ser criança, mas creio que não era feliz. Fui à escola pela primeira vez num dia nublado e ainda antes de passar a ombreira da porta já me tinha batido de algum modo que estava a começar a escrever-se o meu atestado inaptidão social.
Tenho algumas recordações nítidas, que sei que não foram implantadas na minha mente porque delas não há qualquer registo material. Lembro-me de construir comunidades de Lego e Playmobil (com alguns intrusos Pinypon), das iniciativas copiadas dos livros da Anita (fazer um herbário, aprender a cozinhar crepes...), de comer melancia e ver os Jogos sem Fronteiras numa televisão a preto e branco nas férias do Verão na Malhadancha, de desejar ardentemente uns sapatos de verniz pretos, dos livros lindos que a minha mãe me dava... Já adorava livros, por prendas mais aborrecidas que fossem comparando a um bom stock renovado de brinquedos (mas ainda assim melhor que roupa!). Tive um da Bela Adormecida da Disney e achava a Aurora a rapariga mais linda mundo, enquanto eu seria com certeza a mais feia. São todos registos dum estranho isolamento sem clausura.
Uma coisa a minha infância teve de bom: eu não tinha medo das consequências. Espíritos, trovões, ladrões – nada mais terrível! Mas jamais temia coisas prováveis como cair da árvore que estava a trepar ou ficar doente de tanto comer bolos feitos de terra e água. Por exemplo, quando ia ao Guincho, enfrentava sozinha aquelas ondas enormes como se nada fosse. Munida do fato-de-banho berrante que a minha mãe me vestia para não me perder de vista, escapulia-me pela rebentação adentro e ficava lá longe, fora de pé onde a água está mais calma e é mais perigosa, até me cansar de rodopiar, nadar e mergulhar. Tenho saudades daquela sensação de estar isolada do mundo pelas ondas. Aquele muro de água intermitente e o rugido da cadência a reverberar na barriga entre mim e a o rebuliço da praia. E aquela uniformidade fria e vasta que me envolvia.
Quando estava a acabar a quarta classe, a minha mãe deu-me a minha primeira máquina fotográfica, uma Fuji de plástico mal vedada que me queimava os rolos todos e com uma lente menos luminosa que uma garrafa de vinho. Não valia a pena melhor porque eu iria perdê-la de certeza (ainda a tenho). Comecei a tirar fotografias documentando compulsivamente cada visita de estudo, festa familiar ou minudência doméstica até merecer uma Pentax espectacular quando passei para o secundário. Parece que nunca mais me passou a mania... e gosto de ver e rever os albuns, precisamente pela sugestão deles: como não guardo fotos de coisas más, elas só corroboram as memórias das boas. Acarinho especialmente as fotos dos animais de estimação que tive a honra de acolher lá em casa. Por pior que tenha sido deixá-los ir, passado algum tempo só restam as peripécias do Zazu versus o Mundo e de como ele se aninhava na minha cama de manhã, do inteligente e fiel Sócrates que dormia enrolado à porta da cozinha toda a noite e me deixava aquecer as mãos no seu pêlo de manhã antes de ir para a escola.
Isto é tudo muito pouco excepcional, o que se adequa a uma pessoa banalíssima. São miudezas, fiozinhos que se vão entrelaçando como os dedos dos namorados, com uma lógica qualquer que tece e adensa a malha que nos abriga pela vida fora. E são tão preciosas que até já tenho memória de quão feliz serei agora que já o sou.

17 outubro 2011

a vida moderna

A banda sonora perfeita para uma segunda-feira contrariada e fria.
Para mais uma semana em que a ordem das coisas não mudará.



E canta-se assim:
A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide
No alarms and no surprises ....

dom is innocent

Dom is Innocent by phildesignart
Dom is Innocent, a photo by phildesignart on Flickr.

16 outubro 2011

girls chatting


(Esta foto assinala também o primeiro par de calçado de salto alto que comprei para usar regularmente - e que consigo usar regularmente - e não apenas para uma ocasião qualquer e depois arrumar - desses tenho aos montes. São as botas lindas da S. Oliver no centro!)

interrompida

ouriços

Fui apanhar castanhas!

14 outubro 2011

pilates

Doem-me os abdominais pela primeira vez desde que me lembro. Estou comovida!

12 outubro 2011

mac 'n' cheese

Há uma altura do mês em que só apetece hidratos de carbono. Tem de haver uma explicação fisiológica! É com esse pretexto que me desculpo e saem coisas como

~ macarronada de queijo~*

Coze-se massa sem deixar chegar ao al dente, escorre-se e reserva-se.
Num tachinho, derrete-se 1 colher de sopa de manteiga e deita-se uns cubinhos de bacon. Quando estiverem a ficar crocantes, junta-se 1 colher de sopa de farinha mexendo sempre. Vai ficar com mau aspecto, mas não faz mal! Vai-se deitando cerveja e queijo ralado/pedaços (mozarella, parmesão...flamengo! tanto faz!) sempre a mexer até ficar um creme jeitoso. Tempera-se com pimenta preta. Mistura-se a massa nesta mixórdia.
Num tabuleiro de forno, espalha-se uma camada de molho de tomate (caseiro ou não...) e deita-se a massa por cima. (Neste ponto, convém lavar o tacho imediatamente - conselho de amiga.) Polvilha-se com pão ralado e orégãos e vai ao forno com grill (basta 150ºC) até ficar crocante.

Servir com tomates cereja, comer e chorar por mais.

*inspirada descaramente daqui

occupy

Os poderosos estão a instrumentalizar as forças de segurança para reprimir com violência e medo os legítimos protestos dos jovens frustrados deste mundo. Esta estratégia dissuasora está a surtir efeito na minha pobreza de espírito.
Acho que não vou a Bruxelas este sábado à grande manif... fiquei impressionada depois de ver as fotos do que aconteceu na Rua Sésamo.

o trabalho absorve

tanto que disse que lá em casa falta paper higiénico.

O que virá a seguir? O Ajax Power Point?

10 outubro 2011

no jobs

I'm sick of the twitter/facebook mourning, "because the guy was a genious but the hell I would ever prefer a Mac - unless because it's so pretty!". And why all the black turtlenecks suddenly? He invented groundbreaking marketable technology which will be obsolete in 20 years, not the cure for cancer...

But well, here's the only piece I though worth reading on the matter. Because it's a short list and not an ode, because it's not parallel folklore but some actual information, and because it's not about the guy himself but about what we can, cooly, learn and hope that we might be able to apply to our careers. After all, there's not much more to his legacy.

07 outubro 2011

teambuilding the BNL way

example 2: post-it wars
Kingfisher
Raf Aerts' idea, photo and banana tree

04 outubro 2011

life changing

I can't help being moved while witnessing the moment when a researcher finds about cite-while-you-write. And I will always remember when I saw my first automatic Endnote reference list popping up in Word. It is, indeed, a beautiful thing.

chinos

afinal há coisas fashion e super mega comfys.

E eu consegui arranjar uns que me ficam bem!! (são estes lindos da Vero Moda)

mais um hit

Depois do caril de camarão do mês passado, pensei que tão cedo não me saísse outra receita de cair de c* (perdoe-se o vernáculo, mas é que tenho andado muito Floripes). Fiz umas lulas gratinadas que se comeram, uma sopa de feijão aquém das expectativas... mas esta rechinchou! Há inúmeras receitas e todas entram em conflito na parte de tratar as beringelas. Eu adaptei-as todas para ser o mais rápida possível que depois dum dia de trabalho não quero cá mariquices demoradas na cozinha.

~ beringelas recheadas rápidas ~ *

Cortam-se as beringelas em dois longitudinalmente (ou seja, do píncaro à ponta oposta). Com uma faca, colher, ou o que der mais jeito, escava-se o interior até a casca ficar o mais rapada possível (com cuidado para não furar). Pica-se o interior e junta-se à cebola que estava a refogar em azeite com colorau e pedaços de tomate (sem sementes, é sempre sem sementes!). Quando a beringela já estiver a deitar água, junta-se carne picada previamente temperada com sal, pimenta e alho picado. (Eu fiz com borrego porque os tipos do talho se enganaram. Mas é ao gosto!) Vai-se mexendo e, quando a carne já não aparentar estar crua junta-se vinho tinto, rosmaninho, orégãos e um pau de canela. O pau fica lá o tempo que se quiser (no meu caso foram uns 2min), mas não o tempo todo senão fica uma mixórdia. Rectifica-se o sal e tapa-se.

Lá para a altura em que se mete a carne no tacho, polvilha-se as cascas com sal fino e mete-se no grill no forno a 180. Quando o recheio estiver pronto, tira-se as cascas e mete-se o recheio lá dentro. Polvilha-se com mozarella ralada e volta para o forno até o queijo tostar.

Vai bem com uma saladinha de alface fresquinha!

* não há foto porque a fome é negra

02 outubro 2011

dreamshop

Ainda bem que sou tesa, senão seria bem capaz de perder aqui a cabeça!

30 setembro 2011

curvas

experimentei e adorei

quem me dá uma prenda de anos??

(image from Levi's, probably)

sinal

Er is geen zaligste labo!
Há menos de um ano atrás eu estava com um problema: não me estava a integrar bem no trabalho... Nova aqui, estrangeira, demasiado tímida de início (mas só de início!!)... enfim...

Hoje cheguei ao gabinete e tinha o meu canto enfeitado por fazer anos.

Só pode ser bom sinal! Sinal de que as coisas melhoraram bastante!

teambuilding the BNL way

example 1: lunch time barbecues

27 setembro 2011

again on writing II

Worst than HAVING TO write a paper, is having to write a paper that I detest and don't even believe in.

26 setembro 2011

novo dos beirut

Eh pá continuo à espera de outro Gulag Orkestar...

25 setembro 2011

teoremas da gagitude IV

Mais vale muitas carteiras baratas e giras do que poucas carteiras caras e giras. Se de qualquer modo nos fartamos delas depressa, ao menos que, na hora de as relegar para o fundo do roupeiro, não nos doa o quanto pagámos por elas.

teoremas da gagitude III

Mais vale uns jeans de 90€ da Tommy/Levi's/afins do que três jeans de 30€ da H&M/Zara/afins.

20 setembro 2011

apontamentos


a trabalhar nos meus apontamentos no campus da Universidade Eduardo Mondlane

19 setembro 2011

bon iver



tenho alimento que tempos sempre que o Justin Vernon manda mais qualquer coisa cá para fora

18 setembro 2011

16 setembro 2011

moçambique: chimoio

uma jatrophinha a sacudir os cotilédones


agricultura no planalto do Chimoio

depois da tempestade no centro

uma das 3 cervejas de Moçambique... e são as 3 boas!!





o antigo bairro residencial da grande potência económica colonial local

uma quinta abandonada